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Artigos: Gravidez na adolescência  
Autor: jblibanio
Publicado em:: 2009/7/23
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O olhar do teólogo

Gravidez na adolescência

J. B. Libanio

                   Grave problema. Adolescentes ainda nem nasceram realmente para o presente, estão a carregar em seu seio o futuro de uma criança. Terminam abruptamente a adolescência. A vida lhes adquire seriedade e peso desproporcionais à idade e à maturidade psíquica.

                   Cresce o número de gravidezes inesperadas e indesejadas. As causas se multiplicam. As soluções se tornam mais difíceis. Uma cultura permissiva alimenta as aventuras sexuais de adolescentes. Desde os idos de 1968, avança na consciência jovem o slogan: ´”É proibido, proibir”. Os jovens não se põem limites aos desejos, sobretudo sexuais. E isso bem cedo. Revistas pornográficas, novelas, sites da Internet, vídeos incentivam-lhes a curiosidade e lhes apresentam como algo normal e natural antecipar cada vez mais as primeiras experiências sexuais.

                   um caminho longo e difícil de resposta. Cabe à sociedade civil, por meio de associações de pais, de mestres, de ONGs exigir do Estado postura de maior vigilância desses meios de perversão juvenil com legislação rigorosa até atingir também canais televisivos poderosos. Toca ao judiciário ser severo em suas penas contra os corruptores das crianças e adolescentes. Os psicólogos têm muito a contribuir, ao alertar os pais e educadores do mal da vida sexual precoce, não com discursos moralistas, mas com reflexões fundadas em séria psicologia.

                   Se esperarmos até que a sociedade acorde para tal questão, terá acontecido muito estrago na geração jovem. As famílias, escolas, Igrejas, associações de proteção à criança e adolescente e enfim todo adulto responsável têm importante papel pedagógico de orientar os adolescentes para sadio desenvolvimento sexual com clareza, objetividade e compreensão. Se outrora funcionaram admoestações e castigos, hoje o caminho se faz pela persuasão, proximidade e transparência.

                   As crianças e adolescentes carecem de figuras referenciais para sua formação. Estas deveriam ser, em primeiro momento, os pais. Aqui se encontram graves falhas. Ser pai ou mãe não se resume ao ato biológico procriativo. O mais importante consiste em acompanhar o desenvolvimento afetivo e sexual dos filhos com intervenções discretas, precisas e oportunas. Antes cedo do que tarde. A eficácia de tal papel depende da maneira afetiva, livre e direta da presença dos pais na vida dos filhos. Ausência, omissão trazem conseqüências fatais. E nada melhor que uma boa conversa.

                   Somem-se aos pais todos os outros educadores. Que não poupem contacto próximo com as crianças e adolescentes para abrir-lhes os olhos diante dos riscos e ameaças à sua felicidade. O jogo de uma luta ampla no nível da cultura e de uma atenção pedagógica direta com a criança e adolescente pode diminuir a onda crescente de gravidezes precoces.

 



O grupo de amigos e admiradores de Pe. J.B. Libanio é um projeto sem fins lucrativos comprometido com a Evangelização para mais servir e amar.
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