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Artigos: HOMILIA: A RESSURREIÇÃO DE JESUS SUSTENTA A NOSSA FÉ  
Autor: jblibanio
Publicado em:: 2013/4/7
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A RESSURREIÇÃO DE JESUS SUSTENTA A NOSSA FÉ

HOMÍILIA DE J. B. LIBANIO – 07/04/2013

PARÓQUIA N. S. DE LOURDES – VESPASIANO (MG)

Jo 20,19-3- 2o.Domingo da Páscoa

 

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco”. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos”. Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe: “Nós vimos o Senhor!” Mas Tomé disse: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Creste por que me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!” Jesus fez diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

 

            Quando lemos esse evangelho, em razão de nossa cultura, imaginamos que é uma descrição, mas é uma narrativa, como tantas vezes já lhes ensinei. Descrever é dizer exatamente o que acontece, enquanto narrar é colocar o acontecimento dentro de um contexto imaginário e subjetivo, algo bem mais profundo, pois João escreve para pessoas já maduras na fé, para as quais ele quer passar uma mensagem.

            Hoje, ele quer nos mostrar que Tomé, tanto quanto os outros apóstolos, não viram Jesus, mas sim alguns sinais e, a partir daí, acreditaram. Eles não tiverem mais facilidade do que nós para crer. Quando Maria Madalena foi ao túmulo e o encontrou vazio, Jesus se dirigiu a ela, que não o reconheceu, pensando até ser o jardineiro. Somente quando Ele a chama pelo nome, ela o reconhece. Da mesma forma com os discípulos de Emaús, com o próprio João à beira do lago, que julgou se tratar de um fantasma. Logo, em todas essas ocasiões, eles não viram Jesus, mas se sentiram tocados por Ele, o experimentaram.

Eu não vejo Jesus aqui presente, mas posso experimentá-lo através do olhar de vocês, da fé que faz com que a comunidade cresça. Assim também, os apóstolos foram percebendo alguma coisa diferente, uma alegria que antes não existia, e eles foram vendo com os olhos da fé. Tomé não poderia ver as chagas, pois o corpo ressuscitado de Jesus já não as tinha. As chagas querem significar que aquele que morrera na cruz era o mesmo que ressuscitara e que agora estava vivo. Há uma identidade na pessoa de Jesus, que é o mesmo nascido de Maria, o mesmo que pregou, perdoou, curou, caminhou para a cruz e nela morreu. Chagas é o símbolo de toda a história que Ele carrega, da mesma forma que nós carregamos muitas chagas em nosso coração e que fazem parte da memória que carrega toda a nossa história.

            Também nós somos chamados a crer no Cristo ressuscitado, porque há muitos sinais nos mostrando que Ele está vivo, pois se isso não fosse verdade, não estaríamos aqui. Não estamos aqui velando um defunto, mas olhamos para alguém vivo, porque ressuscitou e justifica a nossa fé. A nossa fé precisa de sinais para existir, isto é, experiências visíveis que nos levam a outras que não vemos. Continuamente, Ele nos dá sinais de que está vivo em nossa existência. Lembro-me de quando fui ordenado, deitado naquele chão da catedral de Frankfurt, na Alemanha, senti que o Senhor me tocava profundamente. Não vi nada, assim como nenhum de vocês viu nada quando se casaram, quando batizaram um filho, mas sentimos no mais profundo do nosso coração a presença do ressuscitado. O mesmo aconteceu com os apóstolos, e eles foram crescendo na fé, até morrerem pelo Senhor. Mas não foi fácil para nenhum deles, assim como não é fácil para nós. A fé é um trabalho diário, só que Deus se encarrega de colocar sinais em nossa vida, para nos mostrar a presença forte do ressuscitado. Amém.

 

 



O grupo de amigos e admiradores de Pe. J.B. Libanio é um projeto sem fins lucrativos comprometido com a Evangelização para mais servir e amar.
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