| Artigos: Novo mandato | |||
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O olhar do teólogo Novo mandato J. B. Libanio Jornal de Opinião – dezembro de 2006 De onde vêm os riscos? Não se entra em casa nova, embalado por campanha carregada de beleza e esperança, como a que assistimos em 2002. Lá tudo falava de tempos novos, de mudança de rumo depois dos anos tecnocráticos e neoliberais do Governa anterior. É verdade que pairava a ameaça de terrível desestabilização que já se manifestava com a disparada do dólar atingindo 4 reais. Hoje o presidente reinicia outro período, ferido na dignidade, sob suspeitas e debaixo de forte bombardeio das forças mais reacionárias do país. Quiseram destruí-lo no caminho da reeleição e certamente não desanimarão no jogo duro para bloquear-lhe qualquer chance de êxito. As perspectivas não sorriem. E as chances? As mesmas ameaças convertem-se em chances, se se lhes virar a direção. João Paulo II, ao defrontar-se com as manchas históricas da Igreja no passado, confessou a necessidade de ”purificação da memória”. Este é o primeiro passo que se espera do atual governo. Purifique-se dessa memória conspurcada, pela verdade e pela mentira, para encetar, com a consciência pura e livre, arrancada nova para a justiça social. De A responsabilidade do governo, nem sempre é fazer, mas, com o perdão do galicismo, fazer fazer. E isso vale em relação a todas as forças sociais. Nenhuma está isenta de oferecer seu quinhão na construção do futuro do Brasil sob a batuta de um governo voltado para os mais pobres e necessitados da nação. Chances situam-se também no susto que o governo levou, enfiado em tantas encrencas, ao reagir de maneira positiva, criativa e construtiva, deixando rancores e dores para o passado. A pequenez dos outros não deve contaminar mentes abertas. |
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