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Artigos: FUTURO DO MINISTÉRIO SACERDOTAL  
Autor: jblibanio
Publicado em:: 2010/7/15
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FUTURO DO MINISTÉRIO SACERDOTAL

J. B. Libanio

Formação permanente do Clero – 9 de junho de 2010

 

                   Este texto está pensado em duas perspectivas. Registra o núcleo da reflexão feita na primeira parte. Em seguida, capta-o sob o signo de duas grandes tensões. a Igreja, e nela o ministério sacerdotal, em tensão com o mundo moderno: a tensão externa. E analisa depois a tensão interna que atravessa Igreja. Nela relê os cenários sob a tensão maior entre dois conjuntos deles.

 

                                      I. Tensão externa

 

                            1. A mídia: tribuna da tensão

 

                   Aparece com certa clareza que viveremos nos próximos anos forte tensão da Igreja com o mundo pós-moderno. Ela está posta e tende a crescer.

                   O choque se dará por meio da mídia. Esta ser-lhe-á o espelho. Ela escolhe fatos, de maneira arbitrária, para atiçar a polêmica contra a Igreja. Como nos recordava D. Walmor a propósito da pedofilia de alguns sacerdotes que a proporção era irrisória e o alarde gigantesco. Amanhã lançarão outros acontecimentos na grande imprensa que ora desconhecemos. Cabe ir, portanto, à raiz da tensão para não entrarmos na simples jogada de respostas aos casos.

 

                            2. Incompatibilidade de discursos

                           

                   A cultura atual não aceita, numa mistura de razão e sem razão, certos traços do discurso da Igreja. Para mim está o punctum dolens. Vejamos os traços dessa linguagem eclesiástica que irrita a pós-modernidade.

                            A luta pelo prazer

 

                   Depois de maio de 1968, explodiu na França o movimento da liberação sexual que vinha tendo irrupções tópicas nos diversos países. O Brasil conheceu na década de 50 várias ondas de jovens rebeldes. O gênero musical popular Rock sinalizava inquietações e novidades. O filme Juventude Transviada (1955) retrata estripolias de jovens, a roubar carros, a disputar rachas, a usar armas, a atritar-se com a polícia, a praticar ações violentas, a entregar-se à embriaguez, a promover bacanais, etc. Em Liverpool (1960), The Beatles criam uma banda de rock. Encarnam no traje, com os cabelos longos e com a música, esse novo espírito progressista a surgir num país altamente tradicional e conservador.

                   Nos EUA, no início dessa mesma década, surgem os "hippies", como um movimento de contracultura em relação ao status quo americano. Várias de suas bandeiras atravessaram os oceanos.  Predominou sobretudo uma revolta em face de toda instituição que regulasse, restringisse e proibisse a liberdade sexual ampla, especialmente no meio jovem.

                   Maio 68 sonhou unir revolução e amor, luta e prazer, combate contra os regimes dominantes e liberdade. Depois de décadas, ficaram o amor, o prazer, a sofreguidão arbitrária de liberdade, o uso da instituição quando interessa. O Brasil viveu a seu modo tal revolução até o golpe militar de 1964. Agora volta a liberação e a centralidade do prazer com a agravante da droga que intensifica o prazer. Doravante a busca de prazeres intensos faz parte da cultura. Cultiva-se o prazer imediato sem a mediação das palavras nem da relação com as pessoas. Reina verdadeira tirania do prazer.

 

Guillebaud, Jean – Claude: A tirania do prazer. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999

 

                   O discurso da Igreja soa restritivo contra o prazer, contra a liberdade total em face do sexo. Quanto mais desmoralizá-la melhor. Arranjem-se razões onde as houver.

 

                            O discurso da liberdade

 

                   Desde a Revolução Francesa que o autoritarismo vem sendo questionado e detestado em nome da liberdade, igualdade e fraternidade. Não faltaram na modernidade avançada piques de retrocesso como nos casos dos nazismo, fascismo, franquismo, salazarismo e governos militares. As quedas, porém, de tais regimes aumentaram ainda mais a rejeição de toda autoridade que se imponha em nome dela mesma. O discurso da Igreja soa assim. Daí aproveitar ocasiões para deslegitimá-lo pela aparente ou real incoerência.

                   No meio do vigoroso fenômeno religioso, grassa surdo movimento laicista. O próprio Governo brasileiro tem mostrado, em vários pontos, a tendência laicista no campo da saúde, da educação, do controle das instituições religiosas pela via da filantropia, etc.  Então, apraz-lhe e a toda tendência laicista colher falhas das Instituições religiosas.

 

                            O papel da mulher

 

                   O movimento feminista cresce. Malgrado declarações positivas e reconhecedoras do papel da mulher a ponto de João XXIII reconhecer em tal movimento um sinal dos tempos, predomina a impressão antifeminista da Igreja pela visualização da corte romana, das celebrações litúrgicas, pela exclusão da mulher do ministério ordenado. Esse fato fere uma pós-modernidade sensível a esse ponto.

 

                            O problema sexual

 

                   Em campo semelhante, o movimento homossexual mostra-se altamente sensível aos discursos restritivos tanto em relação às práticas homossexuais quanto à legalização de suas relações com direito de adoção. Mais um discurso que se choca com o da Igreja. Com tal sensibilidade captam-se incongruências entre a prática de homens de Igreja e a doutrina que defendem. Exploram-se aqueles casos em que se surpreendem homens tradicionais, defensores ardorosos da doutrina eclesiástica, mas que deslizam na vida moral em contradição com ela.

 

                            O ataque dos neoateus

 

                   Entrou em cena, nas últimas décadas, um batalhão de neoateus agressivos e combativos. Richard Dawkins chega a afirmar a respeito do livro que escrevera: “se o livro funcionar do modo como espero, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem”.

 

R. Dawkins. Deus, um delírio.      São Paulo, Companhia de Letras, 2007

 

                   Igualmente violenta soa a diatribe de Michel Onfray que apresenta o discurso religioso como: "Ódio a todos os livros em nome de um único; ódio à vida; ódio à sexualidade, às mulheres e ao prazer", sacrifícios exigidos pelos monoteísmos para entronizar "a e a crença, a obediência, a submissão, o gosto pela morte e a paixão pelo além, o anjo assexuado e a castidade" -enfim, "a vida crucificada e o nada celebrado".

 

M. Onfray: Tratado da ateologia : física da metafísica. São Paulo: Martins Fontes, 2007

 

         Esse discurso anti-religioso, antiteista bate-se contra o discurso da Igreja considerado obscurantista, que combate as ciências, os progressos da biotecnologia, as pesquisas avançadas na interferência sobre a vida desde antes da concepção. A moral católica ecoa-lhes vinda das trevas medievais.

 

                   O choque com a tradição

 

         A Igreja se autoconfessa defensora da Tradição que recebeu dos apóstolos, dos Padres, dos Concílios, dos ensinamentos anteriores. A modernidade e a pós-modernidade ainda mais afirmam a autonomia do sujeito. Este não suporta imposições da tradição. Ao descobrir nela aberrações ou erros, alarga-os sem distinguir o sentido das afirmações.

 

                   O segredo e a transparência

 

         Numa cultura de big brother em que se lançam as intimidades dos corpos e das interioridades ao grande público, as vias de segredo da Igreja católica na nomeação de bispos, nas informações, nas acusações escondidas nos meandros dos dicastérios romanos, desafinam. Daí quando se rompe tal barreira, a imprensa solta foguete, como nos últimos escândalos que foram engavetados durante largo tempo.

 

                   A rejeição do corporativismo

 

                   Quem está fora de um corpo social, possui sensibilidade aguçada por todo tipo de corporativismo. No caso de bispos ou sacerdotes, o corpo eclesiástico comporta-se em forma defensiva, independentemente da verdade ou não da acusação. E então, os que se situam fora do sistema eclesiástico, aproveitam falhas para atacar o conjunto do corpo.

 

                            A liberação do complexo de culpa

 

                   Indo até o nível de reações inconscientes, as sociedades de países católicos sofreram de forte culpabalização por parte da Igreja. E então revidam à Igreja toda vez que têm chance e especialmente nos assuntos que por ela se sentiram culpabilizados. Freud explica.

 

Delumeau, J.:  História do medo no Ocidente 1300-1800, São Paulo, Companhia das Letras, 1989: id.:O pecado e o medo: a culpabilização no ocidente (séculos 13-18). Bauru: EDUSC, 2003

        

                  Certos ensinamentos da Igreja sobre a santidade, sobre a sua natureza de único meio de salvação, de única Igreja verdadeira, como se no documento da Congregação para a Doutrina Católica  Dominus Jesus

chocam altamente o pensamento tolerante da pós-modernidade. Tudo que parece fundamentalismo, rigorismo, exclusivismo gera repulsa. E as armas dos adversários voltam-se contra tais “ismos”.

 

                            Discurso autocentrado

 

                   Finalmente, os discursos do magistério sabem a certo autismo. Citam quase exclusivamente a si mesmo ou a seus antecessores. Revelam tom idealizado a falar de si, deixando ver enorme distância entre o “eu ideal” e o “eu real” de quem escreve. Em relação aos súditos mostram soberana superioridade beirando a prepotência ou abuso da ingenuidade. O psicanalista paulista Calligaris, em violenta crônica sobre a pedofilia em 2002, acusa a estrutura da Igreja de “pedofílica”.

 

Contardo Calligaris: A fantasia do pedófilo, in Folha de São Paulo – 25 de abril de 2002: E 8 - Ilustrada

 

                                      II. Tensão interna

                  

                   Em relação à vida interna da Igreja, a tensão não parece menor. Há o fato da pluralidade de cenários referentes ao ministério sacerdotal a conviverem bem ou mal. Todos têm presença e reivindicam carta de identidade e legitimidade com fundamento na Escritura ou na Tradição da Igreja.

                   No fundo, vejo a tensão entre dois grandes cenários que atravessam os outros. O cenário sacramental, o do ministério ordenado não-participativo, o paternal infantilizante, o paroquial institucional soberano, o religioso tradicional, o clerical e  cenário presbiteral, o do ministério ordenado participativo, o paternal de proximidade e compreensão, o paroquial compartilhado, o religioso popular libertador, o da palavra.

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                            1. Primeiro conjunto de cenários

 

                   Firma-se claramente e predomina no momento o primeiro conjunto de cenários: sacramental, o do ministério ordenado não-participativo, o paternal infantilizante, o paroquial institucional soberano, o religioso tradicional, o clerical. Na tradição católica, a precedência do sacramento em relação às outras funções ministeriais destaca o sacerdote. ele pode celebrar, perdoar, ungir os enfermos em todos os casos, e ordinariamente batiza, abençoa os matrimônios. o bispo pode conferir o sacramento da ordem e ordinariamente o sacramento da crisma. Portanto, os sete sacramentos ficam vinculados ao mundo clerical

                   Ao marcar tal cenário, por extensão se reforçam os outros cenários: institucional tanto na forma tradicional como neotradicional, clerical, paternal infantilizante, religioso tradicional. E no cenário ministerial insiste-se na distinção essencial dos ministérios no sentido de natureza diferente, entre si incomunicável.

                   Nesse cenário, valoriza o poder da ordenação. O sacerdote se pensa, se prepara e atua em função do exercício desse poder. A sua dinâmica o vincula à instituição que representa e não tanto ao povo a que serve.

                   Tal cenário percebe como ameaça o deslocamento do modelo ministerial no sentido de valorizar o ministério (não ordenado) do leigo. Em alguns casos, essa proximidade atingiu grau elevado a ponto de numa simples visibilidade e na manifestação de ritos e vestes se misturarem ambos e o fiel não reconhecer a diferença de natureza.

                   Por isso, de tempos em tempos, vêm admoestações para que não se confundam ambos e que não se permitam sinais externos que encubram a diferença entre eles. Insiste-se no fato de que o ministério ordenado não recebe o poder da comunidade, mas da autoridade eclesiástica pela via da nomeação e ordenação.

                   Na tensão anterior da Igreja com o mundo moderno, viu-se que a cultura atual critica tal tipo de concepção ministerial. A sociedade experimenta, há séculos, regimes políticos de traços democráticos. A Constituição brasileira reza: “Todo o poder emana do povo, que o exerce”. Tal visão se choca com a figura de um ministro ordenado escolhido, nomeado e mantido por autoridade independente da comunidade de fieis que, no caso, exerceria a função de povo no exemplo da democracia.

                   Mais. Aumenta hoje a rejeição das instituições. Se autoritária, o  repúdio cresce. Vejam essa citação de K. Rahner:

 

"Hoje menos do que nunca deve a Igreja dar a impressão, nem de portas adentro, nem de portas afora, de ser como um dos Estados totalitários nos quais o poder exterior e a obediência cumprida no silêncio mortal são tudo, enquanto a liberdade e o amor são nada; nem deve agir como se seus métodos de governo fossem os mesmos que os dos sistemas totalitários, nos quais a opinião pública se converte em um ministério da propaganda". K. Rahner, Das freie Wort in der Kirche, Einsiedeln, Benziger, 1953.

 

                   O cenário clerical faz a Igreja católica com ministros autoritários ser objeto de crítica e acusações. Fica-lhe o repto da democratização das estruturas. O caráter sagrado do ato da ordenação não contradiz a escolha e designação do ordenado por parte da comunidade.

                   O momento atual desafia também o próprio ministro ordenado. Conhecedor de dados da psicologia profunda, percebe pulsões inconscientes, não raro, reprimidas por parte da instituição eclesiástica. Sente-se então infeliz e revoltado, sobretudo no que toca à sexualidade e afetividade. Não consegue realizar as exigências de nova imagem de sacerdote que os tempos pedem. Permanece sacerdote da proximidade antes do púlpito que das pessoas, homem da doutrina antes que do mistério, solitário antes que colaborador, de uma espiritualidade monacal ou sem espiritualidade antes que encarnada, voltado antes para a tarefa de salvador das almas que a de libertador de toda a pessoa humana.

 

                            2. Segundo conjunto de cenários

 

                   O cenário do presbítero vai noutra direção. Retoma elementos do cristianismo primitivo e intuições do Concílio Vaticano II que afirma a precedência do Povo de Deus em relação à hierarquia. Tal cenário recebeu vigoroso impulso imediatamente depois do Concílio, mas logo perdeu força.

                   A inércia do movimento de séculos, a tradição do segundo milênio, a natureza do poder, a legislação cristalizada resistiram a ele. O exercício do ministério petrino não tem nenhuma instância superior que o controle, exceto o evangelho, mas que é interpretado por ele mesmo. Tal consciência se prolonga até o menor poder na Igreja de maneira insinuante e sutil. Como dizia o vice-presidente Pedro Aleixo quando do AI-5 que não temia tanto o poder do presidente, mas o do guarda da esquina. Assim na Igreja católica não é tanto o primado do Papa que se mostra prepotente, mas aquele monsenhor dalgum canto da cúria ou algum pároco perdido no infinito mundo das igrejas locais.

                   O cenário presbiteral apela para o ensinamento e prática de Jesus em que o poder existe para o serviço. Defronta-se então com a prática hierárquica que contradiz tal ensinamento. A tensão interna, a que se aludia, vem de que surgem vozes proféticas, em consonância com o modelo presbiteral, as quais questionam tal poder, embora frequentemente mal vistas.

                   Mais. Esse cenário mostra abertura ao mundo das relações com os fiéis por permitir maior proximidade com as pessoas. Isso não acontece sem riscos. Não raro advêm turbulências afetivas. Entra em questão o celibato.

                   No início do cristianismo, o problema não se colocava nessa perspectiva, porque o presbítero normalmente se impunha por ser respeitado pai de família. Na retomada desse cenário na Igreja latina que pratica o celibato obrigatório se levanta o problema de como conjugar a transcendência própria do amor celibatário com a proximidade com os fiéis. Cabe distinguir relações humanas de amizade, de intimidade conjugal e as de caráter pastoral. E situar-se sadiamente.

                   No cenário presbiteral, certas imposições eclesiásticas pesam afetivamente. O senso pessoal de dignidade e autonomia do presbítero refuga tudo o que sugere mantê-lo em atitude infantil.

                   A liberdade em face de normas eclesiásticas tem-lhe produzido dilaceramento interior. Percebe que algumas não lhe servem de baliza de vida. No entanto, guarda a aparência de observância perante as autoridades da Igreja, deslizando para atitudes infantis de subserviência ou de conveniência. Não faltam conflitos de consciência no referente à lealdade e fidelidade à instituição eclesiástica.

                   D. B. Cozzens reflete lucidamente sobre o choque de imagens do sacerdote do mundo clerical com o momento atual.

 

D. B. Cozzens: A face mutante do sacerdócio. Reflexão sobre a crise de alma do sacerdote. São Paulo, Loyola, 2001.

 

                   O conflito maior que estamos a analisar entre esses conjuntos de cenários reflete nos três ministérios principais da palavra, da presidência e da coordenação que disputam o tempo, as energias e a prioridade do presbítero. A imagem do sacerdote reconhecido e encomiado por seu papel no mundo sagrado perde consistência. Valorizam-se antes o manuseio da palavra, a capacidade litúrgica de presidir e a maneira delegada e democrática de coordenar. Nem sempre se preparou para essa nova maneira de exercer o tríplice ministério.

                   O cenário da Palavra aproxima-se do presbiteral. Encontra no Vaticano II, no Sínodo de 2009 e em documentos da Igreja do Brasil apoio. Tem futuro. A leitura orante da Escritura, que a nossa Arquidiocese incentiva, abre espaços de esperança.

                   O ecumenismo aproxima-nos da tradição protestante da sola scriptura. O diálogo interreligioso leva-nos ao encontro com outras palavras escritas ou orais de tradições religiosas diferentes.

                  

                                      Conclusão

 

                   À guisa de conclusão, um toque de Aparecida. Vale do sacerdote a intuição central do projeto evangelizador. Tudo começa com o encontro pessoal com Cristo. Dele segue a conversão. Esta conduz ao seguimento de Jesus. E este acontece na comunhão eclesial e alimenta o zelo missionário. Interpretando para o sacerdote em perspectiva futura, inverteria a ordem. Tudo começa na missão apostólica. A partir do engajamento levanta questões às formas de comunhão atuais. E em relação com elas pensa o seguimento do Jesus histórico. E esse encontro com ele pede conversão que consiste fundamental numa nova maneira de interpretar Jesus para sua vida.

                   Na perspectiva do Jesus palestinense, a Eucaristia reencontra sua centralidade antes como mistério de vida do que como lugar do poder sagrado. E nessa nova realização de seu ministério, o sacerdote encontra melhor articulação com a comunidade, redescobrindo os ares puros do início do Cristianismo do cenário presbiteral.

 

Reflexão pessoal e/ou grupal

1. Sob o aspecto de uma análise racional, como percebo as tensões externa e interna dos cenários?

2. Em que elas nos afetam pessoalmente?

3. Que práticas pastorais nos parecem adequadas para responder a elas?

 



O grupo de amigos e admiradores de Pe. J.B. Libanio é um projeto sem fins lucrativos comprometido com a Evangelização para mais servir e amar.
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