| Artigos: HOMILIA: PELA EUCARISTIA, CONSTRUIMOS ETERNIDADE | |||
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PELA EUCARISTIA CONSTRUÍMOS ETERNIDADE HOMILIA DE J.B. LIBANIO – PARÓQUIA N.S. DE LOURDES VESPASIANO (MG) – 03.06.2010 (Lc 9, 11b-17) E Jesus os recebeu, falou a respeito do Reino de Deus e curou os que precisavam ser curados. É bonito que envolvamos a festa de hoje com tanta beleza. Podemos dizer que cada eucaristia é corpus Christi, mas nós, seres humanos, nos acostumamos rapidamente com as coisas e caímos na rotina. Como a Igreja é uma boa pedagoga, sabe muito disso e resolveu separar um dia. Na quinta-feira santa, as pessoas estão muito envolvidas com a celebração da ceia, da paixão do Senhor, e não há clima para a alegria. Então, depois do tempo pascal, a Igreja separa um dia para uma festa bonita em que todos possam entender e aprofundar o mistério da eucaristia. O que realmente nos fascina é que a eucaristia não existe em função de Jesus, embora todos os nossos olhos se voltem para Ele. Mas não foi essa a sua intenção. Ele nunca quis ser o centro e tantas vezes disse que não veio para ser servido, mas para servir. Ele instituiu a eucaristia para que nós nos reuníssemos. Ele tinha dois olhares: um para Deus-Pai e outro para a comunidade. Para que nos reuníssemos e olhássemos para o Pai, Ele resolve deixar um sinal bonito que nos congregasse. É importante que caminhemos para a eucaristia. Nenhum meio de comunicação conseguirá suprir esta celebração. O mistério da eucaristia desapareceria se fosse apenas um ato televisivo. Por isso, Ele escolheu pão e vinho, refeição. Não é como no tempo dos judeus, em que a celebração era privilégio dos sacerdotes, escondidos nos templos, sacrificando animais e derramando sangue. Jesus era judeu, mas não quis esse sacrifício. Preferiu a simplicidade do pão e do vinho para se fazer presente no meio de nós. Cada passo que damos para chegar a esta igreja nos aproxima da pessoa de Jesus. Somos nós que trazemos Jesus para cá. Se não viéssemos, Ele também não viria. Ele tanto quis ser servidor, que nos entregou a sua presença em nossas mãos. Somos nós que o fazemos presente. É muita ousadia dizer isso, mas foi Ele que nos ensinou que onde dois ou três estivessem reunidos em seu nome, Ele estaria ali presente. Hoje não somos dois ou três, mas centenas de pessoas. Então, Ele entra e se faz presente no pão e no vinho, para que já comamos e bebamos, hoje, a eternidade. Sabemos que neste instante já vivemos a eternidade, já carregamos o céu dentro de nós. Saber disso é um privilégio só nosso que precisamos anunciar para o mundo todo. Muitas vezes, pensamos que nada se salva, que tudo está perdido, mas precisamos acreditar que em cada eucaristia carregamos dentro de nós o tempo e a eternidade. Carregamos para dentro de nós a presença do Senhor agora e até que Ele venha. Assim como está criando todas as coisas a cada instante, assim como está presente na interioridade de cada um de nós naquilo que de mais íntimo há em nossos corações, Ele quis que a ceia que celebrou com os apóstolos na última noite de sua vida se transformasse na grande ceia do seu povo. Ele se entregou para que nós nos entreguemos, uniu-se a nós para que nós nos uníssemos, reuniu-nos para que o nosso mundo fosse uma grande comunhão. É esse o grande sonho de Jesus que nos cabe construir na história até que Ele venha. Amém. (Solenidade de Corpus Christi) |
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