| Artigos: HOMILIA: JESUS. O SALVADOR DA HUMANIDADE | |||
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JESUS, O SALVADOR DA HUMANIDADE HOMILIA DE J.B.LIBANIO – PARÓQUIA N.S.DE LOURDES VESPASIANO (MG) – 20.06.2010 (Lc 9, 18-24) Certa vez Jesus estava sozinho, orando, e os discípulos chegaram perto dele. Então ele perguntou: Esse evangelho tem uma beleza toda especial, não tanto pelo texto, mas pela moldura. Muitas vezes, um quadro de arte fica ainda mais bonito quando uma moldura faz realçar a obra. O núcleo do texto é esta frase: “Quem vós dizeis que eu sou?”. É uma pergunta que muitos fazem. Agora mesmo, quando vamos terminar um semestre, alguns professores fazem uma revisão, procurando saber a opinião dos alunos sobre o curso, o professor. Também os jogadores devem estar o dia todo procurando nos jornais os comentários que são feitos sobre eles. Sem falar nos políticos, que vivem vasculhando os jornais e revistas para saberem o que dizem deles. Lucas é ainda mais inteligente, e coloca esse evangelho entre dois acontecimentos importantes da vida de Jesus. Um pouquinho antes tinha havido a multiplicação dos pães e logo depois aconteceria a transfiguração. Esta é a moldura: a oração num lugar deserto com os apóstolos. Antes estava a multiplicação dos pães, porque nós só saberemos responder quem é Jesus se participarmos deste pão. Só quem comunga sabe responder quem é Jesus. A multiplicação dos pães é o símbolo, a prefiguração, a antecipação da eucaristia. Portanto, para responder ou perguntar quem é Jesus, precisamos participar da eucaristia. A quem vem aqui e participa, eu posso perguntar, porque comungou, viu, sentiu a sua presença entre nós. Lucas coloca ainda a cena do Tabor, que também é muito simbólica. O que mais me encanta nos evangelho são os símbolos, pois são muito mais profundos. No Tabor, Jesus, com o seu corpo físico, normal, de repente, fica fulgurante e conversa com Moisés, um homem que arrancou o povo da escravidão do Egito e o conduziu durante quarenta anos pelo deserto. Conversa ainda com Elias, o profeta que, simbolicamente, subiu aos céus numa carruagem de fogo. No Tabor, os três vão conversar sobre a saída de Jesus, isto é, a sua morte na cruz. Aí está completo o quadro: eucaristia, glória, cruz – a grande trilogia de Jesus! Diante desse quadro completo, cabe a nós responder: quem é Ele em nossa vida? É Ele que nos alimenta, que está glorificado, mas, para chegar a isso, terá que passar pela morte, e uma morte tremenda. Só entendendo esse quadro, poderemos entender a pergunta. E devemos reparar que há três negativas: Ele não era João Batista, não era Elias e nem um dos grandes profetas. Essas três negativas também não são fortuitas. Jesus não poderia ser João Batista, porque esse trazia a ideia de um deus tremendo, que peneirava a palha e o grão para queimar a palha. Jesus trazia uma experiência diferente de Deus Pai. Conhecia o Deus do perdão, da misericórdia, da acolhida. Também não poderia ser Elias, pois esse, de acordo com a simbologia bíblica, nem teria morrido, pois fora para o céu num carro de fogo, deixando um manto maravilhoso para o seu discípulo Eliseu. Jesus morreu nu, sem ter nenhum manto para deixar. Ele era alguém muito próximo de nós. É impressionante quando começarmos a meditar sobre a fragilidade de Jesus! O evangelho continua dizendo que Jesus também não é nenhum dos outros profetas, que olhavam para a realidade, percebiam nela o que era contrário ao projeto de Deus e gritavam contra ela. Jesus não fez nada disso. Diante da mulher surpreendida em adultério, mandou que ela fosse em paz. À samaritana, que tinha cinco maridos, revelou-se como Messias. À Zaqueu, que se reconhecia como ladrão, entrou na casa e ofereceu-lhe a salvação. Como Ele era diferente dos profetas! Era Jesus, o salvador da humanidade! Amém (12º. Domingo comum) |
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