Menu
Login
Codinome:

Senha:




Artigos: Os calendários  
Autor: jblibanio
Publicado em:: 2010/4/16
Leituras:
Tamanho:
Página para Impressão Indique a um Amigo
 

O olhar do teólogo

Os calendários

J. B. Libanio

Jan 2010

                   Há o real e o imaginário. Ambos se combinam e surgem os mitos, as estórias. Nada existe tão real que não n os provoque a imaginação criativa. “Quem conta um conto, acrescenta um ponto”. Nada tão imaginário que não esconda migalha de realidade. Assim andamos na relação com os astros.

                   Quem não sabe que os cães reagem às luas? Quem não percebe em si os efeitos das mudanças atmosféricas, da alternância das luas? E outras inúmeras influências nos escapam, embora reais.

                   Os astrônomos em parceria com biólogos estudam o impacto do movimento dos astros, dos raios cósmicos, das forças atmosféricas sobre o organismo humano. Alturas e planícies sofrem diferentes influxos dos céus. Maior proximidade ou distância mexe com a interioridade das pessoas.

                   Excelente base para a imaginação de os videntes, de os magos, de os bruxos de todos os tempos deitarem e rolarem, anunciando e prevendo catástrofes, destinos individuais e coletivos.

                   Em íntima relação com esse universo estão os números. Estas têm fascinado as mentes. A Escritura joga muito com eles. Os patriarcas viveram anos incontáveis. O Apocalipse usa e abusa do mil. Os zeros, na circunferência, figura perfeita, encantam-nos. Na linguagem popular exageramos os fatos multiplicando-os por mil. Comemoramos com festa os anos de vida que contém a magia de algum número.

                   Com 7 anos, a criança anuncia a chegada do juízo. Aos 15 a jovenzinhal se veste de branco e recebe uma bênção e aplausos especiais na Igreja, se é religiosa; se prefere a mundanidade promove festa bem servida e regada. E quanto mais os números aumentam, mais nos fascinam. Depois de 50, cada década se veste nova festa.

                   Isso vale da vida pessoal, da história de personagens importantes, de fatos históricos, enfim, o passado vivido se faz re-vivido pela magia dos números. Os calendários estão para relembrarmos as festas. Vem 2010. As pessoas, as famílias, os professores de história, os políticos vasculham o passado e enfileiram os fatos as serem comemorados  em nome de um número expressivo. O governo militar chegou a arrancar do baú das palavras desconhecidas o famoso sesquicentenário para celebrar os 150 anos da Independência do Brasil em 1972.

                   Povoam o número dos anos profecias da longas datas. As bíblicas, extremamente simbólicas, caem na mãos de fundamentalistas que as interpretam literalmente e assim preveem até mesmo o fim do mundo. Entre os mais famosos vige Nostradamus (1503-1566). Até hoje textos de sua profecia são relacionados com fatos como as guerras, com os pontificados, com a derrubada das Torres Gêmeas e tantos outros cataclimas, hecatombes.

                   Entre muita picaretagem, existem pessoas sensíveis que percebem realidades que o comum dos mortais não conseguem. E elas jogam com dados da natureza e da história. E as mentes se confundem.

 



O grupo de amigos e admiradores de Pe. J.B. Libanio é um projeto sem fins lucrativos comprometido com a Evangelização para mais servir e amar.
Desenvolvido por ABNEXO